Enedina Alves Marques: Breaking Barriers in Brazilian Engineering

Enedina Alves Marques: Breaking Barriers in Brazilian Engineering

Enedina Alves Marques: Breaking Barriers in Brazilian Engineering

Enedina Alves Marques, born on January 13, 1913, in Curitiba, Paraná, was a trailblazer in Brazilian civil engineering. The only girl among ten siblings in a family of Black migrants from the rural zone, she overcame extreme social and economic challenges to become the first woman and the first Black woman in Brazil to graduate in civil engineering.

Raised in the home of the family her mother worked for, Enedina started her education at a private school thanks to her role as a companion to her employer’s daughter. She later completed her teacher training, worked in several schools, and returned to Curitiba to pursue her true passion: engineering.

In 1939, Enedina applied to the Federal University of Paraná to enter the civil engineering program, a male-dominated, predominantly white field. She managed to support herself by helping a family with household work in exchange for lodging and tuition.

In 1945, at age 32, Enedina graduated, standing out as the sole woman, and a Black woman, among thirty-two male classmates. Shortly after, she began working for the Paraná State Department of Public Works and later for the State Department of Water and Electric Energy. Her engineering work included contributing to the Capivari-Cachoeira Hydroelectric Plant, the largest underground power plant in southern Brazil.

Her career unfolded in a challenging environment, where she had to confront both racial and gender discrimination. Known for her elegance, determination, and courage, Enedina reportedly carried a firearm to assert her authority when needed.

Even though she never married or had children, Enedina’s professional legacy continues to inspire. She passed away in 1981 at age 68, but posthumous recognition has grown steadily. In 1988, Curitiba honored her with Rua Engenheira Enedina Alves Marques, and her story is now celebrated through initiatives such as the Instituto de Mulheres Negras Enedina Alves Marques in Maringá, which fights for racial equality and the visibility of Black women.

Enedina’s journey is a testament to resilience, brilliance, and courage, breaking barriers so that generations of women and Black professionals could follow in her footsteps.

Enedina Alves Marques: Quebrando Barreiras na Engenharia Brasileira

Enedina Alves Marques, nascida em 13 de janeiro de 1913, em Curitiba, Paraná, foi uma pioneira na engenharia civil no Brasil. Única menina entre dez irmãos, filha de migrantes negros da zona rural, ela superou enormes desafios sociais e econômicos para se tornar a primeira mulher e a primeira mulher negra a se formar em engenharia civil no Brasil.

Criada na casa da família para a qual sua mãe trabalhava, Enedina iniciou seus estudos em uma escola particular graças ao seu papel como companhia da filha dos patrões. Mais tarde, concluiu sua formação de professora, trabalhou em diversas escolas e retornou a Curitiba para perseguir sua verdadeira paixão: a engenharia.

Em 1939, Enedina pleiteou matrícula na Universidade Federal do Paraná para ingressar no curso de engenharia civil, um campo predominantemente masculino e branco. Ela se sustentou ajudando uma família nas tarefas domésticas em troca de moradia e mensalidade.

Em 1945, aos 32 anos, Enedina se formou, sendo a única mulher, e negra, entre trinta e dois colegas homens. Pouco depois, começou a trabalhar na Secretaria de Viação e Obras Públicas do Paraná e, em seguida, no Departamento Estadual de Águas e Energia Elétrica. Seu trabalho de engenharia incluiu contribuições para a Usina Hidrelétrica Capivari-Cachoeira, a maior central subterrânea do sul do Brasil.

Sua carreira se desenrolou em um ambiente desafiador, enfrentando discriminação racial e de gênero. Conhecida por sua elegância, determinação e coragem, Enedina teria até carregado uma arma para garantir respeito quando necessário.

Embora nunca tenha se casado ou tido filhos, o legado profissional de Enedina continua inspirando. Ela faleceu em 1981, aos 68 anos, mas o reconhecimento póstumo cresceu com o tempo. Em 1988, Curitiba a homenageou com a Rua Engenheira Enedina Alves Marques, e sua história é celebrada por iniciativas como o Instituto de Mulheres Negras Enedina Alves Marques em Maringá, que luta pela igualdade racial e visibilidade das mulheres negras.

A trajetória de Enedina é um exemplo de resiliência, talento e coragem, quebrando barreiras para que gerações de mulheres e profissionais negros pudessem seguir seus passos.

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